Início · Guias · Guia de travões para pista: pastilhas, líquido e fade
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Em pista os travões trabalham muito mais — e é onde a maioria dos carros de estrada falha. A ordem certa, do líquido às condutas de ar.
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Com pneu, jante e suspensão a fazer o carro entrar depressa nas curvas, os travões passam a trabalhar muito mais — e é aqui que a maioria dos carros de estrada falha em pista. A boa notícia: acertar os travões é barato e segue quase sempre a mesma ordem. Trocar o disco inteiro por um kit caro costuma ser o último passo, não o primeiro.
Em pista, travagem após travagem, a temperatura sobe. Se a pastilha ou o líquido não aguentam, chega o fade: o pedal fica longo e o carro deixa de travar como no início. O diagrama mostra-o — a linha vermelha cai. Todo o trabalho nos travões serve para manter a linha lá em cima durante a sessão inteira.
O líquido absorve humidade com o tempo e, quente, pode ferver — e líquido a ferver não trava (o pedal vai ao fundo). Um líquido de competição com ponto de ebulição alto, fresco e bem sangrado, é a modificação mais barata e a que mais evita sustos. Repita a sangria com regularidade.
Dois números na embalagem: ponto de ebulição seco (líquido novo) e húmido (depois de absorver humidade). O que interessa no dia mau é o húmido — compare por aí.
Não há "a melhor pastilha", há a pastilha certa para a temperatura a que vai trabalhar. Uma pastilha de pista precisa de calor para funcionar (e range e "come" disco a frio na estrada); uma pastilha de estrada desvanece em pista. Escolha pelo uso — e saiba que dá para ter dois jogos, um para cada.
Muitas vezes a receita é: líquido de competição + pastilhas de pista + condutas de ar. Os discos e pinças de série aguentam sessões inteiras. Prova de que a escolha certa vale mais do que a mais cara.
Compostos para cada temperatura, líquido de competição e kits completos — especificados para o seu carro e uso.
Ver travõesAntes de kits caros, umas simples condutas de ar a levar fluxo aos travões baixam a temperatura, protegem o líquido e as pastilhas e mantêm a travagem consistente ao longo da sessão. Grande efeito, pouco dinheiro — é o passo que mais gente ignora.
Discos em bom estado bastam para a maioria. Discos ranhurados ajudam a "limpar" a pastilha e a libertar gases; discos maiores e pinças de mais pistões só fazem sentido quando o resto já está feito e ainda falta capacidade térmica. É o topo da lista, não a base.
Pastilhas e discos novos precisam de ser assentados com uma série de travagens progressivas antes de serem exigidos — senão ganham manchas e vibram. E o sistema tem de estar bem sangrado, sem ar. Estes dois cuidados, grátis, evitam metade dos problemas de travões em pista.
Diga-nos o carro, a disciplina e o uso — recomendamos o composto e o líquido certos, e o resto do sistema se precisar.
Falar connoscoQuase sempre é o líquido a ferver ou as pastilhas a desvanecer (fade) com o calor. O primeiro passo é líquido de competição fresco e bem sangrado, depois pastilhas adequadas à temperatura e condutas de ar.
Não há uma melhor — há a certa para a temperatura de uso. Pastilhas de pista precisam de calor e são barulhentas a frio na estrada; pastilhas de estrada desvanecem em pista. O ideal é ter um jogo para cada uso.
Raramente como primeiro passo. Líquido, pastilhas e condutas de ar resolvem a maioria dos casos. Discos maiores e pinças de mais pistões só compensam quando o resto já está feito e ainda falta capacidade térmica.